Em maio de 1988, a imprensa americana surpreendeu o mundo ao revelar que o governante da nação mais poderosa do planeta dirigia todas as suas ações baseando-se nos conselhos de uma astróloga. O autor da revelação que escandalizou os comentaristas políticos foi o ex-chefe de pessoal da Casa Branca, Donald Regan. Seu antecessor no cargo, Michael Deaver submetia-se às intervenções de Nancy Reagan, colaborando nas modificações contantes dos horários do presidente sugeridas pela sua astróloga particular Joan Quigley. O assessor não concordava com isso e “considerava extremamente humilhante para a presidência recorrer a algo tão tolo como a astrologia”. A revelação provocou um frenesi na mídia, que pintou a Casa Branca como um verdadeiro hospício e ridicularizou o casal Reagan. Nancy ficou enfurecida com a traição do seu segredo por Donald, mas ele se defendeu dizendo que não teve outra escolha senão revelar a verdade. “Minha descrição da vida da Casa Branca durante meu período como chefe de pessoal teria feito pouco sentido se eu omitisse isto”, escreveu Regan, num comentário sobre as memórias de Nancy.
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Juliano, o Apóstata, foi imperador romano de 361 a 363. Quando nasceu, como todos os grandes imperadores, também teve o seu destino brilhante predito por um astrólogo, Theophille Melos, bispo de Alexandria. No seu curto reinado tentou reinstaurar o paganismo e revitalizar o culto aos deuses greco-romanos, ligando-os ao platonismo. Viveu cercado por filósofos, magos, astrólogos e adivinhos. Stephanus Mehebum, médico e astrólogo, foi quem lhe ensinou astrologia, na sua juventude. O próprio Juliano costumava levantar e interpretar horóscopos. Máximo de Éfeso, um dos últimos hierofantes da religião pagã, foi seu preceptor e conselheiro. Segundo cronistas da época, ele teria convencido Juliano de que o espírito de Alexandre reencarnara nele.
Leu os grandes filósofos pagãos, principalmente Platão, e os neoplatônicos como Celso, Jâmblico e Porfírio. Como o cristianismo tornara-se a religião oficial do império e o paganismo era então perseguido, Juliano teve de esconder a sua veneração pelos deuses antigos, até chegar a ser de fato imperador, em 361. Ler texto completo »

Alexandre consulta os seus astrólogos sobre um eclipse do sol, depois da batalha de Arbela. (Extraído da obra “Livres des Fais d'Alexandre le Grant”, de Curtius Rufus Quintus; impressa entre 1468 e 1475. Fonte: British Library Images Online)
Quando Alexandre o Grande conquistou o Egito, depois de um assédio de seis meses ao porto de Tiro, a tomada da cidade coincidiu com a data astronômica da ascensão da estrela Sirius, ausente do céu durante um longo período. Ao reaparecer no horizonte oriental, Alexandre interpretou a efeméride como um anúncio de que em breve usaria a tiara dos Faraós. Por causa disso, ele modificou o calendário grego para que o momento do nascer de Sirius marcasse o começo do ano novo como era feito no Egito.
Alexandre foi retratado em inúmeras esculturas e pinturas com uma estrela brilhando sobre a cabeça, um evidente símbolo astrológico de Sirius, o astro que preside o destino dos reis segundo os egípcios e caldeus, que a chamavam de Sarrus, o rei ou o “senhor dos céus”.
Os antigos consideravam Sirius o Sol central da Via Láctea e o poeta Manilius referiu-se a esta estrela como “um Sol distante para iluminar corpos distantes”. Ela é o centro de gravidade de nossa constelação, e considerada por muitos astrólogos na interpretação do mapa como “o Sol do Sol”; e dado que o Sol no mapa significa o Ego, o centro de identidade pessoal, Sirius significaria o Super Ego, ou o centro mais alto da identidade pessoal. Por isso há astrólogos que acreditam que a conjunção do Sol com Sirius no mapa dos Estados Unidos é responsável pela sua inclinação para se tornar o “inspetor” dos negócios mundiais… Ler texto completo »
Faddel ben-Sahal, primeiro vizir do califa al-Mamoun (786-833), gozava de tal consideração desse monarca, que recebeu o título eminente de Doul-riassatéh (possuidor de dois comandos): este título designava o duplo poder que recebera graças a confiança que o califa depositava nele, colocando-o na chefia de todos os negócios do império, tanto civis como militares.
Faddel estava a serviço de al-Mamoun há muito tempo, antes mesmo que este príncipe chegasse ao califado, e conquistara as boas graças de seu patrão não sómente pela sua constante fidelidade, mas também pelos seus admiráveis conhecimentos astronômicos e astrológicos. Ler texto completo »
Goethe (1749-1832), além de escritor genial também se dedicou a estudos alquímicos e se interessou pela astrologia. Pesquisou o momento exato do seu nascimento e levantou horóscopos com o propósito de compará-los com o seu. Assim, registrou a coincidência entre sua casa solar (o signo de Virgem) e a casa lunar de Christiane Vulpius, a mais importante de suas amantes… Ler texto completo »
No mês passado, os noticiários da TV deram destaque a uma grande bobagem: o fictício começo da era de Aquário. Por conta dos versos da canção do musical Hair, que usam de licença poética para decantar a nova era, alguns imbecis (ou oportunistas) conseguiram seus minutos de glória dando entrevistas sobre o assunto. Eis os versos: “Quando a Lua estiver na sétima casa / E Júpiter alinhado com Marte / A paz guiará os planetas / E o amor irá além das estrelas / Esse é o começo da era de Aquário”. Acontece que, do ponto de vista astrológico, o início da era de Aquário não tem absolutamente nada a ver com isso: tal alinhamento planetário ocorre com grande freqüência. Qualquer astrólogo sério e bem informado sabe disso e não embarca nessa onda. Entrar em detalhes sobre a questão exigiria muito espaço e foge à proposta deste blog. Mas, eu pergunto: o que levou a grande imprensa a dar destaque para isso? Gosto pelo sensacionalismo, falta de assunto ou de inteligência? A resposta pode ser mais simples: em novembro do ano passado, a agência Reuters anunciou que o musical Hair voltará à Broadway em 2009… Esse barulho não passaria, pois, de uma campanha publicitária para o seu lançamento. Se isso está por trás da notícia, a credibilidade da grande imprensa fica, mais uma vez, seriamente sob suspeita. Aliás, isso não é notícia, mas puro press realease disfarçado ou propaganda gratuita, ardilosamente plantada no noticiário. Ler texto completo »
Até hoje não há um consenso entre os especialistas e estudiosos quanto a verdadeira data de nascimento de Jesus Cristo. A única certeza é que ele não nasceu em 25 de dezembro, como comemoram os cristãos. Durante o reinado de Constantino (306 a 337), quando o cristianismo foi elevado a religião oficial do Império, transferiu-se a Natividade de Jesus para 25 de dezembro, o solstício de inverno, data em que os pagãos festejavam o nascimento de Helios, o deus Sol Invicto. Para combater as crenças pagãs, a Igreja resolveu transformá-la numa festa cristã, celebrando nesta ocasião o nascimento de Jesus. Também a misteriosa estrela de Belém tem sido alvo de especulações entre astrônomos, astrólogos e teólogos ao longo da história, sem que se tenha chegado a um consenso quanto a sua natureza. Ler texto completo »
Apesar de ter escrito uma novela que tem por subtítulo “O astrólogo” – Guy Mannering (1815) -, Walter Scott não tinha a astrologia em alta consideração. Na obra Letters on Demonology and Witchcraft (1830) ele dedica algumas páginas à astrologia e justifica a referência a essa “dama desonrada” num tratado sobre demonologia, “porque os astrólogos sempre pretenderam manter relação com os espíritos elementais, segundo os princípios da filosofia Rosacruciana, embora neguem fazer uso da magia negra ou da necromancia”. Aparentemente o seu conhecimento do assunto não ultrapassava os limites impostos pelos preconceitos da época e pelo lado anedótico da astrologia. Ler texto completo »
A autenticidade da maioria das anedotas e histórias de astrólogos e suas predições é quase sempre duvidosa: esses relatos variam de acordo com a crença ou descrença na astrologia por parte de seus autores. Quando o cronista é cético, ele costumeiramente põe em dúvida a veracidade da anedota e procura ridicularizar a figura do astrólogo; se é adepto da astrologia, ocorre o inverso. Não tenho dúvidas de que boa parte do anedotário astrológico foi inventada para denegrir ou enaltecer determinado personagem, ou apenas para desacreditar a astrologia. Mas onde há fumaça, há fogo. Os fatos podem não ter acontecido exatamente da maneira que foram relatadoas pelos cronistas, mas por certo algo de inusitado ocorreu. Ler texto completo »
- Um duque de Mântova tinha na sua estrebaria uma égua de raça que estava prenha e pariu um mulo. Anotou a hora e enviou emissários aos astrólogos mais célebres da Itália, pedindo-lhes o horóscopo do bastardo nascido em seu palácio. Matreiramente, não especificou que se tratava de um mulo. Os adivinhos se desdobraram para agradar ao príncipe, acreditando que fosse o seu filho. Uns predisseram que ele seria um grande general do exército, outros foram mais exagerados, mas todos, sem exceção, o cumularam de elevadas dignidades…
- Um dos médicos astrólogos do rei Carlos IX, da França, receitou-lhe um exercício para prolongar a vida: ficar girando sobre o calcanhar por uma hora, diariamente. Segundo o charlatão, cada volta dada significava um dia a mais de vida. Assim, todas as manhãs o rei se entregava a esse solene exercício, empenhando-se em rodopiar o maior número possível de vezes por esse espaço de tempo. Conta-se que os principais oficiais do Estado, os generais, o chanceler e os velhos juízes faziam piruetas sobre um pé só para imitar o príncipe e lhe fazer companhia… Ler texto completo »